“...talvez você diga que sou um sonhador, mas não sou o único...”, imagine o mondo sem Lennon? Sem a grandeza de Madre Tereza, sem a articulação de Kennedy, sem a garra de Luther, sem a diplomacia de Vieira de Mello e seu ideal de cidadão do mundo. Já sonhei acordado anestesiado, totalmente encantado, pela mente de Nietzsche, já delirei contraditando Platão, ébrio devaneio! Digam-me quem? Ao menos uma vez, seja por qual razão, não tentou o moonwalk? Sim. Ele também repousa, no templo onde além dos muros descansa os imortais! Como podem calar Cazuza, Renato, Raul, como são vagarosos os domingos sem Senna? Onde estão todos? Esses e muitos outros? Quem serão os próximos? Tenho receios quanto ao futuro, os ventos sopram incertos, estaríamos sem norte? Entregues a sorte?Não vejo olhos tão cheios de
amores, talvez sejam as dores? Onde estão os abraços os sorrisos? Estariam todos assim tão escondidos? Pois lhes peço que saiam, aconteçam, tome o mundo para si e prevaleçam, enquanto eles não vêm, os ídolos. Respeitemos as diferenças, as crenças as não crenças, admiremos uns ao outros seres que se dizem humanos, se é que é tão distinto assim, ser humano, quem sabe é título de superioridade? Às vezes soa tão tolo, existe algo mais incoerente? Do que a racionalidade por vezes ausente? Sejamos ídolos ou fãs, fervor ou marasmo, nobres ou pobres, crentes ou ateus, heteros ou homos, brancos ou negros, ocidentais ou orientais. Sejamos uma pangéia para as mudanças ou então seremos todos tragados por nossa grandiosidade. Mateus Melo de Andrade.


3 comentários:
mateussss ;)
Vou linka lo ao meu espaço, mantenha contato, poeta!
Caro, Mateus...
andei te lendo aqui, um pouco, pra tentar me situar em minha madrugada insone..obrigado!
sigo teu espaço! abraço
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